Visão Apostólica

E Eliseu estava doente da enfermidade de que morreu, e Jeoás, rei de Israel, desceu a ele, e chorou sobre o seu rosto, e disse: Meu pai, meu pai, o carro de Israel, e seus cavaleiros!” (II Reis 13:14)

Vivemos um tempo de orfandade. Há uma falta tremenda de paternidade em nossa sociedade, e principalmente na igreja. O Brasil tem 30% de sua população sem o nome do pai na identidade. Este problema converge com o que a igreja vive. A maioria dos cristãos não sabe dizer certo quem é seu pai espiritual. Não tem uma referência de pai na vida espiritual. Alguém que é modelo e ministre sobre sua vida.

Entretanto, Deus é um Deus de gerações. “Disse mais: Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó. E Moisés encobriu o seu rosto, porque temeu olhar para Deus” (Êxodo 3:6). O SENHOR se apresentou a Moisés como Deus de três gerações.

Deus quer impactar as gerações. Não apenas uma geração, ou apenas algumas pessoas, mas ele quer transformar gerações. Para isso é necessário que se levante uma paternidade urgentemente. Pessoas que se multiplicarão em seus filhos espirituais. Líderes que deixarão um legado a seus filhos e aos filhos de seus filhos. “O homem de bem deixa uma herança aos filhos de seus filhos, mas a riqueza do pecador é depositada para o justo.” (Provérbios 13:22)

Pais são influenciadores. Há algumas áreas na vida das pessoas em que a paternidade exercida de forma boa ou ruim, deixa uma marca indelével.

1. Identidade. Um pai que ministra seu filho com amor e ternura, declarando o melhor sobre ele, gerará um filho que nunca terá crise de identidade. Esse filho não desejará ser outra pessoa, mas desejará ser ele mesmo.

 Partiu, pois, Elias dali, e achou a Eliseu, filho de Safate, que andava lavrando com doze juntas de bois adiante dele, e ele estava com a duodécima; e Elias passou por ele, e lançou a sua capa sobre ele” (I Reis 19:19). O profeta Elias assumiu a paternidade espiritual que Deus havia lhe dado. Ele foi atrás de seu filho espiritual. Elias demonstrou qual era a identidade de Eliseu. Eliseu era um homem bem sucedido, sua familia tinha doze juntas de boi. Quem tinha uma junta de boi já era consideravelmente próspero. Mas não era a identidade que Deus tinha dado a Eliseu. E o profeta Elias sabendo disso foi até Eliseu e lançou sua capa, dando a verdadeira identidade que Deus tinha para ele.

O apóstolo Paulo fez a mesma coisa com seu filho Timóteo. “Por cujo motivo te lembro que despertes o dom de Deus que existe em ti pela imposição das minhas mãos” (II Timóteo 1:6). Paulo deixou claro qual era o caminho que Timóteo tinha a seguir. Qual era sua identidade no reino de Deus. 

2. Auto-estima. Um pai que trata bem a seu filho, ministrando a ele de forma cortês e com palavras proféticas, eleva o valor de seu filho. Um pai que elogia, que estimula, fará de seu filho um grande campeão. O contrário também é verdadeiro. Um pai que trata seu filho com palavras de baixo escalão gerará um filho com problemas emocionais. Um filho que não gosta de si mesmo. “Não desprezes o dom que há em ti, o qual te foi dado por profecia, com a imposição das mãos do presbitério” (I Timóteo 4:14).

Paulo um dos maiores exemplos que temos de pai espiritual, sempre aumentava a auto-estima de seu filho Timóteo. Nunca deixava que Timóteo fraquejasse em sua conduta.

O próprio Deus nos deixou seu exemplo de como se levanta a auto-estima de um filho, no relacionamento que teve com Jesus: “E eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo” (Mateus 3:17).

3. Segurança pessoal. A insegurança, os complexos de inferidoridade e a introversão são resultados de relacionamentos familiares desastrosos.

Abraão deu segurança ao seu filho quando ele mais precisava. No momento em que ambos estavam indo em direção ao sacríficio de Isaque, Abraão nao esmoreceu em sua fé e ministrou palavras de segurança para seu filho. “Então falou Isaque a Abraão seu pai, e disse: Meu pai! E ele disse: Eis-me aqui, meu filho! E ele disse: Eis aqui o fogo e a lenha, mas onde está o cordeiro para o holocausto? E disse Abraão: Deus proverá para si o cordeiro para o holocausto, meu filho. Assim caminharam ambos juntos” (Gênesis 22:7,8).

4. Provisão. Pai é uma fonte a jorrar. Os pais são provedores por excelência. “Sucedeu que, havendo eles passado, Elias disse a Eliseu: Pede-me o que queres que te faça, antes que seja tomado de ti. E disse Eliseu: Peço-te que haja porção dobrada de teu espírito sobre mim” (II Reis 2:9). Elias sabia que sua função de pai espiritual era suprir a necessidade do filho Eliseu, para que o ministério não se acabasse. E mesmo sendo muito difícil, como o próprio Elias falou, supriu a necessidade de Eliseu. Eliseu teve porção de unção dobrada.

5. Cobertura e proteção. Os pais de hoje tem negligenciado sua tarefa de cobertura e proteção na vida econômica, física e espiritual de sua família. Isso deixa seus filhos a mercê das adversidades. Desta forma, os pais não cumprem sua grande função.

Moisés foi um modelo pra nós de como se dá cobertura aos filhos. Josué, seu filho espiritual, foi guerrear, e Moisés o cubriu em oração. Essa é a função dos pais, guardar seus filhos em oração. Abençoá-los para que tenham sucesso no que fazem.

“E fez Josué como Moisés lhe dissera, pelejando contra Amaleque; mas Moisés, Arão, e Hur subiram ao cume do outeiro. E acontecia que, quando Moisés levantava a sua mão, Israel prevalecia; mas quando ele abaixava a sua mão, Amaleque prevalecia. Porém as mãos de Moisés eram pesadas, por isso tomaram uma pedra, e a puseram debaixo dele, para assentar-se sobre ela; e Arão e Hur sustentaram as suas mãos, um de um lado e o outro do outro; assim ficaram as suas mãos firmes até que o sol se pôs. E assim Josué desfez a Amaleque e a seu povo, ao fio da espada” (Êxodo 17:10).

Para que toda revelação que Deus tem dado se perdure e para que o avivamento que está para explodir nao fique apenas em uma geração, ou apenas algumas pessoas retenham a unção de Deus sendo “estrelas evangélicas” é necessário que se levante uma paternidade de forma urgente! Pessoas que reproduzirão o caráter de Cristo em seus filhos biológicos, e filhos espirituais. Deus pode contar com você? 

 

Paternidade Apostólica

 

1.    Orfandade na Igreja. Muitos pastores e líderes estão órfãos pela ausência de uma relação de paternidade (17). Orfandade produz, invariavelmente, insegurança e ausência de um modelo para imitar. Orfandade provoca alterações de personalidade, introversão, feridas não curadas, dores, complexos e às vezes, confusão e indefinições na vida.

A orfandade, no plano humano natural, cria vazios de amor, de carinho, de ensinamento, de educação e de princípios de vida.

No âmbito espiritual ocorre o mesmo. Quando alguém cresce sem um pai verdadeiro ou um apóstolo maduro que o guie, cresce inseguro, confuso, com manhas, com temor e indefinições no ministério. Orfandade espiritual gera dúvidas, insegurança no chamado, precipitações e muitos erros que, sem correção, se tornam parte de nossa conduta. Orfandade produz ministros carentes de fé, muitas vezes temerosos de assumir compromissos e desafios divinos. Orfandade causa danos ao ministro e ao corpo, pois suas consequências são ministradas e transferidas à Igreja. Orfandade é o flagelo dos ministros de hoje. A maioria não poderia sequer identificar seu pai no ministério; eles não o conhecem, e quase a totalidade deles, nunca teve um (18-19).

O Manto de Elias: O manto do Pai. O manto do Elias tira o Eliseu no anonimato (19-20).

2.    Benefícios de uma paternidade saudável. Os males da sociedade de hoje são reflexo de más relações interfamiliares.

Paternidade: O ministério do Pai. Comenta que Ef 3.5 que fala “do Pai de quem toma o nome toda família” poderia ser parafraseado, “do Pai de quem toma a paternidade toda família”. Paternidade é um dom do Pai (23-24).

O ministério do Pai, do Filho e do Espírito Santo (24-25).

Áreas de influência da paternidade

A.   Identidade

B.   Auto-estima

C. Segurança pessoal

D. Provisão

E.   Cobertura e proteção (25-27)

Apóstolos sem pais

Transferência e porção dobrada do Espírito. Apóstolos são ministros de paternidade (27-28).

3.    Cura Interior Ministerial: uma necessidade de hoje na igreja (Jr 8.22) (p. 29). Já vi uma infinidade de casos, sobretudo de homens, cujas relações com seus pais terrenos foram más e traumáticas (surras, abandono, abuso, etc.) e por isso não podiam chamar a Deus de Papai. Muitos ministros e líderes têm um relacionamento maravilhoso com Jesus Cristo (Deus Filho) e com o Espírito Santo do Senhor (Deus Espírito Santo), mas não puderam ter um bom relacionamento com Deus Pai por causa de suas feridas (33).

4.    Alguns Apóstolos... (1 Co 4.14-15) (p. 37). Hoje em dia, o mover apostólico se vê ameaçado pelo seguinte:

A.   Imaturidade de muitos apóstolos (na realidade, lhes faltam discipulado e formação do caráter apostólico).

B.   Ciúmes de alguns apóstolos verticais tradicionais (chamamos assim aos líderes de seu próprio concílio ou grupo que não vêem a possibilidade de que se levantem outros apóstolos junto a eles).

C. Falsos apóstolos que se autonomeiam como tais, sem testemunho e sem marcas apostólicas.

D. Ignorância acerca da função apostólica na Igreja – falta de revelação do genuíno trabalho do apóstolo na igreja.

E.   Falta de humildade de alguns apóstolos para serem ensinados por outros com mais experiência.

É necessário compreender que Satanás se empenhará a todo custo para desvirtuar o mover genuíno de Deus (39).

Pais ou irmãos mais velhos. Nosso grande problema é que a igreja tem sido dirigida por irmãos mais velhos e não por pais apostólicos (39). Um irmão mais velho tem algumas características negativas:

A.   Tem potencial para ser pai (mais ainda não é pai);

B.   Luta mais pelos seus próprios interesses (ainda que não seja sempre);

C. Não sabe o que é ser um pai;

D. Tem ciúmes de sua posição;

E.   às vezes menospreza os seus irmãos menores;

F.   Por vezes é abusivo, impõe sua vontade;

G. Alguns não se alegram com o progresso de seus outros irmãos menores;

H. às vezes rejeita quando o pai o abraça;

I.     Pensa que a herança é mais sua que de outros;

J.    Acredita ter direitos sobre os demais (40).

Pais se multiplicam

Paternidade Apostólica: Necessidade de Hoje.

Pais espirituais: o nível mais alto de maturidade. A Bíblia usa a palavra grega “patter”, “abba” para Deus. Seu significado em grego e hebraico é: pai, fundador, iniciador, guia, mestre, protetor, autor, o que nutre, fonte e líder... Eis aqui suas características principais:

A.   Seu maior desejo é reproduzir-se em seus discípulos;

B.   Sua meta é que seus filhos ministeriais alcancem seus destinos proféticos;

C. É um mentor e formador de discípulos e ministérios;

D. Está disposto a investir totalmente em seus discípulos para que haja fruto;

E.   É um treinador de líderes por excelência;

F.   É uma fonte de vida do Espírito e revelação da Palavra;

G. Equipa e capacita a outros;

H. É um nutridor de vocação;

I.     É um progenitor. Provê qualidade de vida para outros. Reparte de sua unção com outros;

J.    Admoesta, exorta, corrige e disciplina;

K.   É um provedor;

L.   Alimenta com responsabilidade e amor;

M. É protetor e dá cobertura;

N. É um motivador de novos líderes (43).

5.    O Deus de Múltiplas Gerações (Êx 3.6)

Apóstolos transcendem gerações (ou são multi-geracionais).

Elias voltará outra vez (Mq 4.5-6).

Paternidade responsável

Paternidade: a maior cobertura (45-50).

6.    Discipulado Apostólico: Paternidade (Lc 6.12-13). Um real insatisfação. De discípulos fiéis a ministros. E quanto aos apóstolos? (51-58)

7.    A Herança é dos Filhos (Rm 8.17). Herdeiros no ministério. Buscando os próprios filhos (59-64)

8.    Uma Perspectiva Apostólica do Filho Pródigo (Lc 15.11-13, 20-24). O irmão mais velho. A legalidade de Deus. Promessas da herança. Da promessa ao juramento. O sinal do pacto. Do pacto ao testamento. Do testamento à herança. Da promessa à herança (65-75).

9.    Os Herdeiros de Deus (Gl 3.28-29).

Os “Huios” de Deus (Mt 3.16-17). O huio era o filho primogênito que alcançou a maturidade.

Como filhos amados...

Herdeiros ou escravos

Discípulos ou... qualquer coisa. Há três tipos de pessoas que frequentam as igrejas:

1.    Seguidores,

2.    Admiradores

3.    Discípulos (filhos ministeriais) .

 
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